Biography
APOCALYPTICA
Desde a sua formação em 1993, a banda de Rock Orquestral Apocalyptica lançou seis álbuns inéditos que incluem numerosos instrumentais baseados no violoncelo, bem como temas cantados. Em todos os estilos que experimentam, desde peças mais atmosféricas a ritmos de batida rápida – a sua musica é envolvente, dinâmica e cheia de melodia. Mas com o seu sétimo álbum , 7th Shymphony, o resultado é mais do que rock sinfónico, é praticamente uma sinfonia.
“ A parte instrumental tem mais peso do que algo que já fizemos antes”, diz o compositor e violoncelista Eicca Topinnen. “Em trabalhos anteriores, por vezes tivemos canções com potencial para um registo vocal, mas acabaram como instrumentais. Desta vez, as faixas instrumentais são puras, com passagens longas e progressivas. Queríamos escrever instrumentais em que ninguém comentasse , Oh,! é óptimo, mas onde estão as vozes?’”
Ao mesmo tempo, a 7h Symphony, contem canções que são mais Rockers do que algo que fizeram desde 2001, quando lançaram o épico álbum Cult, o seu primeiro trabalho de originais. Da mesma maneira que Cult levou o público a ver a banda de uma perspectiva diferente, 7th Symphony, é o próximo passo na evolução criativa da banda. A maior parte dos temas foi composto por Joe Barresi ( Queens of Stone Age, Tool) e dois dos temas vocais foram produzidos por Howard Benson ( My Chemical Romance, Papa Roach).
“ O Joe disse-nos, ‘Sabem uma coisa, este álbum vai trazer de volta os vossos fans de Metal’”. Toppinen diz “ É mais pesado e excitante. Tem uma mistura bastante dramática entre o clássico e o metal. E o material pesado é mesmo pesado”.
Para lá dos seis temas sinfónicos, 7h Symphony tem ainda 4 temas vocais que foram co-escritos com outros artistas. O primeiro single, “End of Me” foi co-composto com Johnny Andrew e é o homem forte dos Bush , Gavin Rosdale, quem dá a voz ao tema. “È definitivamente uma canção de Rock”, diz Toppinen, “Gavin tinha as suas ideias e queria mudar parte da música e da letra, mas trabalhar com ele foi muito fácil. É bom tipo e muito profissional”.
As outras participações vocais são igualmente impressionantes. Brent Smith dos Shinedown canta em “Not Strong Enough”, que foi composto pela premiada compositora Diane Warren ( Aerosmith, Toni Braxton, Le Ann Rimes, Trisha Yearwood) e produzido por Howard Benson ( My Chemical Romance, Papa Roach). Benson também trabalhou com Lacey dos Flyleaf na canção “Broken Pieces”.
Um dos temas mais pesados do álbum é “ Bring Them to Light”, uma colaboração com Joe Duplantier, da banda de metal experimental e progressiva, Gojira.
Toppinen foi apresentado a Duplantier pelo seu editor em França, que também trabalha com os Gojira. “Ele sentia que nos íamos dar bem e teve razão”, diz Toppinen. “ A combinação é fantástica. Não tem o som de Gojira, nem soa demasiado como Apocalyptica. È trash-metal sinfónico e o Joe canta de uma forma como nunca o fez em Gojira, o que é extraordinário”.
Trabalhar com Barresi como produtor foi muito bom para os Apocalyptica, por várias razões. Primeiro, depois de anos a voar à volta do mundo para gravar, puderam trabalhar em casa, em Helsínquia. Depois, puderam aproveitar o ouvido treinado de Barresi para os detalhes e para mais ideias criativas. “Usámos muito mais efeitos do que fazemos habitualmente e o resultado foi um som diferente de tudo o que tínhamos feito, apesar do álbum continuar a ser muito orgânico”. Afirma Toppinen “ A precursão está mais natural e há menos sampling e edição. Quando estávamos a produzir, deparámo-nos com grandes sons que gravámos logo. Não os alterámos na fase de edição como hoje se costuma fazer”.
Um dos temas favoritos de Toppinen é “Beautiful”. O tema totalmente instrumental foi gravado com três violoncelos e o baterista Mikko Sirén no baixo. “Foi a primeira vez que o Mikko tocou baixo na vida. E é um belo tema acústico tocado de uma vez só no estúdio”.
Se “Beautiful” tem um som simples e vulnerável, isso tem a ver com a forma como foi gravado. “Decidimos tocá-lo nus” diz Toppinen, “foi um momento em que quatro tipos nus se encontraram numa sala e tocaram musica acústica. Estar nu traz sempre boas lembranças. Tentámos com roupa vestida e sentimos que algo estava a mais. O Mikko queria celebrar a sua primeira vez no baixo estando nu, e já que era assim, então todos estaríamos nus. Foi muito divertido”.
Os Apocalyptica começaram a escrever a 7th Symphony no Outono passado, e Sirén foi a Los Angeles em Janeiro para gravar a precursão. Mas assim que chegou, Toppinen teve uma explosão de criatividade na Finlândia. “Escrevi mais três canções depois disso”, diz, “ Ia enviando demos ao Sirèn e ele acrescentava a bateria. Depois gravámos as restantes partes, e foi estranho ir para estúdio gravar temas que não tínhamos ensaiado e de que ainda nem tínhamos os arranjos finais. Mas no final foi uma boa experiência, que permitiu maior improvisação e criatividade. Foi também tudo mais fresco, porque não foi do tipo ‘Okay, fizemos cinco versões dos temas, vamos ver qual escolhemos ?’”
A 7h Symphony, é o culminar musical de 17 anos de trabalho duro. Os Apocalyptica formaram-se em 1993 como um grupo que incluía Toppinen e três dos seus amigos de formação clássica na prestigiada Academia Sibelius. Três anos mais tarde, foi lançado o trabalho de estreia Apocalyptica Plays Metallica by Four Cellos.
“Quando fizemos o nosso primeiro álbum as nossas expectativas eram de vender 1000 exemplares e fazer alguns concertos. Mas recebemos convites para muitos concertos e o som mudou totalmente. Foi então que percebemos que o nosso som não podia ser o do primeio álbum, tínhamos de fazer algo mais excitante”.
Em 1998 Inquisition Symphony Apocalyptica refinou o seu som e a produção foi mais cuidada graças a Otto Donner e Hiili Hiilesmaa. Tal como no primeiro, também este trabalho teve canções dos Metállica, embora contasse com covers de temas dos Faith No More, Sepultura, Pantera e três Originais. “Foi divertido porque depois do primeiro disco , todos diziam ‘OK, isto é giro uma vez’” afirma Toppinen “ e depois do segundo álbum a reacção foi, ‘ Certo, está visto, não vão fazer mais nada a seguir. Os Apocalyptica acabaram’ . E no entanto, ainda cá estamos”.
Para continuarem a ser relevantes, os Apocalyptica sabiam que tinham de fazer mudanças. Assim, para o seu álbum de 2000, Cult, apenas incluíram três covers, o resto dos temas eram originais de Toppinen. Entraram também para a banda os vocalistas Sandra Nasic e Matthias Sayer para actuarem em dois dos temas. O álbum não foi bem recebido pela editora que queria outro trabalho só de versões. Felizmente o contrato expirou e os Apocalyptica ficaram livres.
“Queriam versões loucas de Motorhead e AC/DC e acabámos por dizer não. A emoção da fase porque passámos pode ser ouvida no álbum Cult. É um trabalho apaixonado. Tivemos a sorte de encontrar outra editora na Alemanha e lançámos o álbum, mas não foi fácil e foi um ponto de viragem marcante e importante. Se continuássemos a seguir o caminho de fazer um terceiro trabalho de versões, acho que seria o último álbum dos Apocalyptica. Cult criou um novo estilo”.
Quando os Apocalyptica voltaram ao estúdio em 2003, tinham uma nova direcção e motivação. Gostaram tanto das faixas vocais em Cult que pediram á Diva Pop Nina Hagen para cantar numa versão de “Seeman” dos Rammstein e à celebridade Sueca Linda Sundblad para colocar a voz em “Faraway, Vol 2” . O trabalho de 2005 foi ainda mais recheado de estrelas. “Betrayal/Forgiveness” incluía o baterista dos Slayer, Dave Lombardo. “Bittersweet” inclui voz de Ville Valo dos HYM e Lauri Ylonen dos Rasmus canta em “Life Burns”.
Foi em 2007 com Worlds Collide que os Apocalyptica se transformaram num fenómeno internacional. Tal como os seus predecessores, o álbum continha um sem número de estrelas: Lombardo regressou para “Last Hope”, Corey Taylor dos Slipknot aparece em “I’m not Jesus”, Cristina Scabbia dos Lacuna Coil’s canta em “S.O.S.”.Till Linderman, vocalista dos Rammstein canta numa versão de um tema de David Bowie e Brian Eno “Helden”, e Adam Gontier, vocalista dos Three Days dá voz á canção “I don’t care”. A rádio reagiu e “I don’t care” lançou a banda para o número 59 da Billboard Hot 200, e para o número sete do Top de álbuns independentes.
“Foi estranho lidar com o sucesso” afirma Toppinen, “A versão dos Rammstein que fizemos com Nina Hagen teve muito êxito na Europa Central. E a canção que fizemos com Ville Valo foi um sucesso em toda a Europa. Mas nunca conseguimos vencer na América. Mesmo quando escrevemos “I don’t care” e a primeira demo ficou terminada, pensei que aquele tema ia ser universal. Mas nunca pensei que viesse a ser tão grande e global”.
Com uma tour de Verão planeada para os EUA e a Europa, o palco está preparado para a 7h Symphony, o trabalho mais eclético e inspirado até à data, um trabalho que coloca igual ênfase em belas melodias e ritmos pesados e bombásticos.
“Trabalhámos muito para este disco e divertimo-nos muito a fazê-lo” diz Toppinen, “Acho que se gostam de instrumentais, este vai ser o trabalho que vão preferir, e se gostam de Rock, também vai ser este o vosso favorito. Este álbum dos Apocalyptica tem um pouco para todos”.











